Por Redação
25 de fevereiro de 2026SV TÁ ON: tecnologia e dados redefinem eficiência no varejo supermercadista
O episódio recebeu Rodrigo Callisperis, diretor Executivo de TI do Assaí Atacadista, para falar sobre como inovação, prevenção de perdas e uso estratégico de dados impactam a competitividade do setor
A tecnologia assumiu papel central na competitividade do varejo alimentar, especialmente em um cenário de margens pressionadas, alta complexidade operacional e necessidade crescente de produtividade. Esse foi o foco do episódio do SV TÁ ON que entrevistou Rodrigo Callisperis, diretor de Tecnologia do Assaí Atacadista. Durante a conversa, o executivo abordou como o uso estratégico de dados, a prevenção de perdas, a inteligência artificial e a integração de sistemas impactam diretamente eficiência, rentabilidade e experiência do consumidor.
Segundo Callisperis, o setor já possui um volume expressivo de informações disponíveis, mas o grande desafio está na capacidade de transformar dados em decisões práticas que gerem resultado no curto prazo. “O varejo tem muito dado. O problema não é falta de informação, é transformar isso em decisão”, afirmou. A partir dessa lógica, a tecnologia deixa de ser apenas suporte e passa a atuar como ferramenta estratégica para antecipar problemas e orientar ações operacionais.
Um dos pontos mais destacados foi o papel preventivo da tecnologia dentro das operações. Soluções capazes de antecipar rupturas, identificar perdas e corrigir falhas, visando ganhos relevantes tanto na eficiência quanto na percepção de qualidade da loja. Nesse contexto, eficiência operacional passa a ser uma vantagem competitiva direta, e não apenas um indicador interno de gestão. “No fim do dia, quem ganha no varejo é quem consegue operar melhor. Margem é apertada, custo é alto, então eficiência operacional vira estratégia”, explicou.
A conversa também trouxe reflexões sobre a importância da integração entre áreas e sistemas nas empresas. Para o executivo, inovação só gera valor quando está conectada ao negócio e às necessidades reais da operação, evitando projetos isolados que não produzem impacto concreto. Essa integração se torna ainda mais relevante com o avanço da inteligência artificial, que amplia a capacidade analítica e acelera a tomada de decisão, potencializando o trabalho das equipes.
Outro eixo importante foi a experiência do cliente como direcionador das iniciativas tecnológicas. Callisperis reforçou que soluções só fazem sentido quando melhoram a jornada de compra de forma perceptível e simples, sem criar fricções adicionais. “Não adianta ter tecnologia incrível se a experiência não melhora. A tecnologia precisa ser invisível e funcionar”, disse.
Para o setor supermercadista, o cenário aponta para uma evolução cada vez mais orientada por dados, automação e eficiência operacional, com empresas buscando ganhos de produtividade consistentes sem perder o foco no consumidor. Nesse movimento, a tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser condição essencial para competir em um mercado cada vez mais dinâmico e desafiador.
Confira o podcast na íntegra:
