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PubliEditorial 27 de maio de 2024

Bem-estar animal revoluciona o varejo alimentício e gera impacto na agenda ESG

O que antes era uma resposta à pressão de ativistas, agora é uma necessidade para garantir a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo, atraindo a atenção de consumidores, investidores e empresas

No acirrado cenário do varejo alimentício, uma mudança significativa está em curso, transcende as prateleiras dos supermercados e é impulsionada pelo crescente compromisso com o bem-estar animal. O que antes era uma resposta à pressão de ativistas agora é uma necessidade para garantir a competitividade e a sustentabilidade das empresas a longo prazo, atraindo a atenção global de consumidores, investidores e empresas.

O bem-estar animal deixou de ser uma bandeira exclusiva do movimento animalista para se tornar um elemento central nas estratégias de negócios do varejo alimentício. Desde gigantes do setor até pequenos empreendedores, a preocupação com o tratamento ético dos animais está impulsionando mudanças significativas em toda a cadeia de suprimentos. Um exemplo claro disso é o compromisso de milhares de empresas em todo o mundo de banir o uso de ovos provenientes de galinhas confinadas em gaiolas de suas operações. No Brasil, quase 200 empresas já adotaram essa postura, incluindo marcas como GPA, Carrefour, Dia e São Vicente.

Os consumidores estão cada vez mais conscientes sobre a origem dos alimentos e exigem práticas mais éticas e transparentes das empresas. Uma pesquisa da IPSOS no Brasil revelou que 71% dos entrevistados consideram inaceitável a venda de ovos de galinhas em gaiolas em supermercados e restaurantes. As empresas que priorizam o bem-estar animal não apenas atendem a essas demandas, mas também se beneficiam disso, gerando confiança e lealdade dos clientes, além de atrair investidores preocupados com questões ESG.

Iniciativas como o Monitor de Iniciativas Corporativas pelos Animais (MICA) estão promovendo uma cultura de responsabilidade e transparência no setor. Empresas comprometidas com o bem-estar animal estão liderando o caminho para uma indústria mais ética e sustentável. O MICA avalia o progresso das empresas na eliminação do confinamento de galinhas em suas cadeias de suprimentos e promove a comunicação eficaz sobre seus esforços.

Para Cristina Mendonça, diretora executiva da Mercy For Animals, o bem-estar animal "é uma questão ética e é também uma questão econômica, de sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Evidências científicas mostram que o bem-estar animal contribui para enfrentar desafios como a crise climática e a prevenção de pandemias zoonóticas, como a gripe aviária."

A revolução no varejo alimentício está em pleno andamento, e o bem-estar animal é o motor por trás dessa transformação.

Comentários(1)
HARLEY TRENCH
20 de junho de 2024 às 14:16

Os investimentos na produção de Galinhas Livres e Caipiras realmente é uma tendência mundial e as grandes produtoras de Ovos estão investindo nesse nicho de mercado. O que vale lembrar é que o custo de produção é em torno de 25% maior do que na produção convencial, visto o custo do espaço e manejo serem diferenciados. Esta conta, claro, quem vai acabar pagando é o consumidor.

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