Por Redação
18 de setembro de 2026A loja que a geração Alpha espera encontrar
Varejo alimentar precisa repensar a experiência no ponto de venda para acompanhar um consumidor que já nasceu conectada
A Geração Alpha cresce em um ambiente marcado pela personalização e pela conexão permanente com o digital. Para o varejo alimentar, esse cenário exige repensar o papel da loja física, transformando-a em um espaço mais inteligente e responsivo.
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Para Lucas Kubaski, diretor de Produtos, Soluções e Marketing da Dahua Technology, a geração Alpha já cresceu em um ambiente em que experiências digitais, personalização e interação em tempo real fazem parte do cotidiano. “Para o varejo, isso significa que a loja física precisa deixar de ser apenas um ponto de venda e se tornar um ambiente mais inteligente, conectado e responsivo”, defende.
Nesse contexto, a inteligência artificial, a visão computacional e as tecnologias AIoT ajudam o supermercadista a compreender profundamente o comportamento do consumidor no ponto de venda (PDV). As ferramentas analisam dados de circulação, tempo de permanência e interação com mercadorias para orientar decisões estratégicas de layout, campanhas e operação.
Kubaski reforça o impacto dessas inovações. “A inteligência artificial, especialmente quando combinada à visão computacional e a outras tecnologias AIoT, permite que o varejista compreenda melhor o comportamento do consumidor dentro da loja, quais áreas despertam mais interesse, quanto tempo o cliente permanece em determinados espaços, quais produtos geram maior interação e como os fluxos de circulação se comportam. A partir desses dados, é possível tomar decisões mais precisas sobre layout, exposição de produtos, campanhas e operação”
Outra frente promissora é a interatividade em pontos tradicionais da loja, como a smart shelf (prateleira inteligente), que combina câmeras e displays para enriquecer a jornada do cliente no corredor.
Kubaski destaca que outra tendência importante é a smart shelf, combinando câmeras e displays. “A prateleira deixa de ser apenas um local de exposição e passa a participar da jornada de compra, oferecendo informações, comparações, demonstrações ou recomendações de produtos conforme o perfil do comprador.”
Mais do que simplesmente espalhar dispositivos pelo PDV, o grande desafio do setor está em integrar esses diferentes pontos de contato de forma fluida, conectando a jornada que começa no celular, passa pelos corredores da loja física e culmina no aplicativo ou na entrega em domicílio.
Para o supermercadista, a preparação para a Geração Alpha passa por testar tecnologias capazes de unir dados, operação e experiência, priorizando soluções que tornem a compra cada vez mais simples, ágil e relevante.