Por Redação
3 de novembro de 2026Açougue ganha protagonismo e se transforma em experiência de compra nos supermercados
De espaço tradicional de abastecimento a destino de consumo, a seção de carnes investe em tecnologia, conveniência, variedade e qualificação profissional para conquistar clientes e ampliar sua competitividade
O açougue nos supermercados têm passado por uma transformação que vai muito além da modernização de equipamentos e apresentação dos produtos. Cada vez mais estratégico para o varejo alimentar, o setor deixa de ser apenas um espaço de abastecimento para assumir o papel de destino de compra, combinando qualidade, procedência, variedade e experiência gastronômica.
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Essa mudança acompanha o comportamento de um consumidor que já não considera apenas o preço na hora de escolher onde comprar carne. Confiança, rastreabilidade, praticidade e diversidade de cortes também ganharam relevância. “Mais do que comercializar carnes, buscamos proporcionar uma experiência de compra completa, atendendo diferentes perfis e ocasiões de consumo”, afirma Samantha Teixeira Campos de Oliveira, gerente Comercial do Supermercados Pague Menos.
A estratégia da rede contempla desde os cortes tradicionais, destinados ao consumo cotidiano, até opções diferenciadas, como carnes Angus e cordeiro. Para sustentar essa proposta, a seleção de fornecedores e o acompanhamento da cadeia de abastecimento são fundamentais, garantindo padrões de qualidade e rastreabilidade. A modernização também exige investimentos em infraestrutura, tecnologia, conservação e exposição.
Equipamentos de refrigeração adequados, iluminação, organização e comunicação visual contribuem para transmitir frescor, higiene e confiança. Na Rede Pague Menos, esse movimento envolve toda a cadeia, do frigorífico à experiência nas lojas.
Entre as iniciativas está a implantação de uma nova linha de ATM, que amplia as possibilidades de apresentação e conservação dos produtos e favorece a expansão de categorias voltadas à conveniência, como carnes moídas, hambúrgueres, almôndegas e frangos temperados. A rede também avança na padronização dos processos e na operação de desossa do frigorífico, buscando eficiência, melhor aproveitamento das peças e qualidade dos produtos disponibilizados nas lojas.
Outro fator importante é a valorização da experiência gastronômica. O interesse dos consumidores pela procedência e pelas características das carnes abre espaço para um sortimento mais diversificado e para uma relação mais próxima com o produto. A proposta é atender diferentes ocasiões, desde as refeições cotidianas até churrascos e preparações especiais. “Nosso objetivo é justamente fortalecer o açougue como um destino de compra, capaz de gerar preferência e ser mais um motivo para o consumidor escolher nossas lojas”, destaca a executiva.
Nesse cenário, a qualificação das equipes permanece essencial. O conhecimento sobre os cortes, os processos de manipulação e a capacidade de orientar o cliente são diferenciais que complementam os investimentos em tecnologia e estrutura. Afinal, a experiência no açougue também é construída pelo atendimento.
Os resultados da modernização, por sua vez, precisam ser avaliados tanto pela perspectiva comercial quanto operacional. Indicadores como vendas, margem, participação da categoria, rupturas e perdas ajudam a mensurar o desempenho e identificar oportunidades de melhoria. A padronização também contribui para reduzir desperdícios e garantir maior consistência na operação.
Para Samantha, o desafio é conciliar a percepção de valor do consumidor com a rentabilidade do negócio. A evolução do açougue, portanto, não se resume à oferta de cortes premium ou à renovação do ambiente, mas representa uma estratégia integrada de produto, atendimento, eficiência e competitividade. A modernização só se consolida quando a qualidade percebida pelo cliente caminha junto com uma operação sustentável e rentável.
