Por Redação
18 de agosto de 2026Demanda por alimentos low carb, low sugar e plant-based desafia estratégia dos supermercados
Expansão dessas categorias exige decisões orientadas por dados para equilibrar sortimento, abastecimento e rentabilidade
A crescente busca dos consumidores por alimentos low carb, low sugar e plant-based tem levado os supermercados a ampliarem o espaço dedicado a essas categorias. No entanto, acompanhar essa tendência vai além de aumentar a oferta nas gôndolas. O desafio está em construir um mix alinhado ao perfil de consumo de cada loja, garantindo eficiência operacional e retorno financeiro.
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O movimento reflete um consumidor mais atento à saúde, aos ingredientes e ao impacto de suas escolhas. Nesse cenário, a definição do sortimento passa a depender cada vez mais de informações sobre comportamento de compra, potencial regional e desempenho das categorias.
Para Gustavo Siuves, especialista em Tecnologia Financeira e CRO da Azify, a tecnologia desempenha papel central nesse processo. "O consumidor está mais atento à saúde, aos ingredientes e ao impacto das suas escolhas, e isso tem levado o varejo a ampliar a oferta de produtos low carb, low sugar e plant-based. Mas acompanhar essa tendência não significa apenas aumentar o número de SKUs nas prateleiras. É preciso garantir que esse sortimento faça sentido para o perfil de consumo de cada loja e gere retorno para o negócio", analisa.
Segundo o executivo, ferramentas de análise de dados permitem identificar oportunidades de crescimento por região e ajustar o abastecimento com maior precisão. Ao mesmo tempo, uma infraestrutura financeira integrada contribui para agilizar a entrada de novos fornecedores, reduzir burocracias e dar mais flexibilidade para que o varejo acompanhe as mudanças nas preferências dos consumidores.
A expansão dessas categorias também traz desafios para a operação. Muitos desses produtos possuem maior valor agregado, prazo de validade reduzido e uma demanda ainda em consolidação, exigindo previsões de compra mais assertivas para evitar desperdícios ou rupturas de estoque. "O principal desafio é equilibrar uma demanda cada vez mais específica com uma operação eficiente. Muitos desses produtos possuem maior valor agregado, menor prazo de validade e uma demanda ainda em consolidação, o que aumenta a necessidade de previsões de compra mais precisas", afirma Siuves.
Além das questões relacionadas ao estoque, a gestão da cadeia de abastecimento também ganha relevância. Como parte significativa das marcas que atuam nesses segmentos é formada por pequenas e médias empresas, integrar processos financeiros torna-se um diferencial para dar mais previsibilidade às operações.