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Por Redação
25 de março de 2025

O futuro das compras com a realidade aumentada no varejo

O recurso está transformando o varejo ao proporcionar experiências de compra imersivas e personalizadas

A realidade aumentada (AR) tem se consolidado como uma ferramenta inovadora no setor varejista, proporcionando uma experiência de compra mais imersiva, tanto em lojas físicas quanto online. No ambiente físico, grandes marcas de moda adotam espelhos virtuais que permitem ao consumidor experimentar roupas ou acessórios sem vesti-los fisicamente. Usando câmeras, sensores e software de rastreamento, essas soluções projetam as peças sobre a imagem refletida do cliente em tempo real, criando uma experiência interativa.

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No comércio eletrônico, a AR possibilita que consumidores visualizem produtos em seu ambiente real. O aplicativo Ikea Place, por exemplo, permite ver móveis no local desejado apenas apontando a câmera do celular, oferecendo uma visualização precisa das dimensões, cores e estilos. Em sites de cosméticos, funções de "teste virtual de maquiagem" ajudam o cliente a experimentar batons e sombras antes de realizar a compra, diminuindo o número de devoluções. A AR também é aplicada na visualização de eletrônicos, permitindo que o consumidor “encaixe” o produto no espaço de sua casa e verifique se ele combina com a decoração.

O recurso oferece uma visualização tridimensional detalhada, permitindo ao consumidor observar texturas, acabamentos e funcionalidades dos produtos. O usuário pode explorar os itens de diferentes ângulos e, quando possível, ativar animações para ver partes móveis ou o funcionamento do produto. Esse nível de detalhamento contribui para reduzir incertezas e aumentar a confiança na compra, proporcionando uma experiência mais próxima da interação física e gerando maior satisfação ao consumidor.

De acordo com Rogério Castro Guimarães, diretor executivo da Covenant Technology, empresa de tecnologia e inovação, apesar dos benefícios, a adoção de AR ainda enfrenta alguns desafios nas empresas de menor porte. “O principal entrave costuma ser o custo de desenvolvimento, pois é necessário produzir modelos 3D de alta qualidade e manter aplicativos ou sistemas compatíveis com vários dispositivos”, explica.

Ele completa que embora a maioria dos smartphones modernos suporte recursos de AR, existe ainda uma parcela de usuários que não dispõe de dispositivos capazes de rodar tais aplicações com fluidez. “A falta de conhecimento técnico pode inibir pequenos empreendimentos a explorar essas inovações. Montar ou contratar uma equipe que domine programação, modelagem em 3D e experiência do usuário exige planejamento. Entretanto, a tendência é que as ferramentas se tornem mais acessíveis e intuitivas com o tempo”, finaliza.

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