Newsletter
Receba novidades, direto no seu email.
Assinar
Economia
...
Por Redação
2 de junho de 2026

Indústria de alimentos acelera investimentos em inovação para impulsionar crescimento em 2026

Com faturamento de R$ 70,5 bilhões em 2025, o setor de biscoitos, massas e pães industrializados prevê avanço de cerca de 3% neste ano, apoiado por tecnologia, modernização fabril e novos produtos

A indústria brasileira de biscoitos, massas alimentícias e pães e bolos industrializados projeta manter o ritmo de crescimento em 2026 apoiada em investimentos em inovação, modernização fabril e desenvolvimento de novos produtos. Representado pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), o setor encerrou 2025 com faturamento de R$ 70,5 bilhões, alta de 3,2% em relação ao ano anterior, e espera avançar cerca de 3% neste ano.

O desempenho reforça a relevância estratégica da indústria de alimentos para a economia nacional. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a indústria representa 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Já a Abimapi reúne mais de 110 empresas associadas, responsáveis por aproximadamente 80% do mercado nacional de biscoitos, massas e pães industrializados.

Para Claudio Zanão, presidente-executivo da entidade, o avanço do setor está diretamente ligado à capacidade de inovação das empresas. “Nossa indústria não apenas representa uma parcela significativa do PIB, mas é também um motor de inovação tecnológica e geração de empregos. Estamos orgulhosos de ver nossos associados liderando o mercado com soluções que unem nutrição e praticidade, refletindo o novo momento do consumo global”, afirma.

Entre os exemplos de investimento em tecnologia está a Arcor do Brasil, que vem ampliando a presença da linha Bon o Bon Biscuit. Produzido na fábrica de Bragança Paulista (SP), o produto utiliza equipamentos nacionais e europeus capazes de aplicar simultaneamente recheio e cobertura de chocolate em uma estrutura de três camadas — biscoito, recheio e cobertura —, característica que diferencia o item no mercado brasileiro.

“A linha de produtos Bon o Bon Biscuit, expandida neste ano, já registra muita procura no mercado e isso é resultado de um trabalho intenso das áreas de P&D e marketing, além de investimentos em inovação e automação na nossa fábrica. Seus diferenciais permitem mantermos a relevância da marca, que é líder na América Latina, em um ambiente cada vez mais competitivo e atento à diversificação de experiências”, destaca Matias Torterolo, gerente de Marketing de Biscoitos da Arcor do Brasil.

A busca por produtos alinhados aos novos hábitos de consumo também impulsiona transformações na categoria de massas. A M. Dias Branco passou a utilizar a tecnologia Zero Fritura em linhas de lámen das marcas Adria e Isabela. O processo, adquirido na Ásia, utiliza apenas ar quente para o pré-cozimento da massa, eliminando a gordura vegetal e reduzindo em 25% o teor de sódio dos produtos.

“A indústria segue atenta aos novos hábitos e preferências dos consumidores brasileiros. O Lámen Zero Fritura reforça nossa dedicação em ampliar o portfólio com opções para diferentes épocas do ano e ocasiões de consumo, unindo inovação, qualidade, praticidade e sabor”, afirma Anna Carolina Teixeira, diretora-executiva de Marketing da M. Dias Branco.

A expansão da capacidade produtiva também integra a estratégia de crescimento do setor. A J. Macêdo inaugurou recentemente o Parque Industrial Roberto Proença de Macêdo, em Horizonte (CE), resultado de um investimento de R$ 300 milhões. Considerada pela companhia como a indústria de massas mais moderna das Américas, a unidade tem capacidade para produzir 100 mil toneladas de massas e 12 mil toneladas de misturas para bolos por ano.

Segundo Irineu José Pedrollo, diretor-presidente da J. Macêdo, o projeto fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia significativamente sua capacidade operacional. “A instalação dos dois novos complexos reforça o compromisso da empresa com a excelência em qualidade, sustentando nossa estratégia de crescimento. Agregamos entre 30% e 35% de capacidade na produção de massas, misturas, moagem, armazenagem de grãos e capacidade dos centros de distribuição”, ressalta.

Além da inovação em produtos e infraestrutura, a agenda ESG também ganha protagonismo no setor. A Nagase Viita, empresa do Grupo Nagase, recebeu pela terceira vez consecutiva a classificação Platinum da EcoVadis, certificação concedida ao grupo de empresas com melhor desempenho em critérios ambientais, sociais e de governança.

“O Grupo Nagase vem se dedicando muito ao tema ESG. É de extrema importância para o grupo estarmos alinhados com as boas práticas do mercado. A obtenção pela terceira vez consecutiva da medalha Platinum EcoVadis mostra o quanto estamos focados neste tema. Nós da Nagase temos a missão de contribuir para o bem-estar das pessoas e do planeta, resolvendo desafios enfrentados por nossos clientes e pela sociedade por meio de nossos materiais”, afirma Yusuke Shoji, diretor-presidente da Nagase do Brasil.

Com investimentos em automação, pesquisa, sustentabilidade e ampliação da capacidade produtiva, a indústria de alimentos segue apostando em tecnologia e inovação para manter sua competitividade e relevância na economia brasileira, ao mesmo tempo em que busca atender às novas demandas dos consumidores.

Deixe seu comentário