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Varejo
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Por Redação
9 de abril de 2026

Drive-thru no varejo alimentar: vale a pena investir nesse modelo?

Entenda como funciona, as vantagens operacionais e quando vale investir em Drive-thru no varejo alimentar como solução de conveniência

Drive-thru no varejo alimentar começa a ganhar espaço nas discussões sobre inovação e conveniência no setor supermercadista, impulsionado pela digitalização do consumo e pela busca crescente por agilidade na jornada de compra. O modelo, amplamente difundido em redes de fast food, começa a ser testado por supermercados e varejistas internacionais como alternativa para integrar canais físicos e digitais, acelerar a retirada de pedidos e atender consumidores que valorizam rapidez e praticidade.

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A ideia central é simples: permitir que o cliente retire produtos diretamente no carro, sem precisar entrar na loja. Entretanto, por trás dessa aparente simplicidade existe uma operação logística complexa, que exige planejamento de estoque, preparação de pedidos e estrutura física adequada. Nesse sentido, o drive-thru no varejo alimentar surge como uma evolução dos modelos de retirada, como o click and collect, e se insere no movimento de transformação omnichannel que redefine a experiência de compra no setor.

Neste artigo você vai entender:

  • O que é drive-thru no varejo alimentar
  • Como funciona esse modelo de operação
  • Exemplos e iniciativas já implementadas no setor
  • Vantagens estratégicas para supermercados
  • Desafios operacionais do modelo
  • Em quais situações o investimento faz sentido

Drive-thru no varejo alimentar: o que é esse modelo

O drive-thru no varejo alimentar é um formato de atendimento em que o consumidor compra produtos sem sair do veículo. Em geral, o cliente realiza o pedido antecipadamente por canais digitais ou seleciona itens diretamente no ponto de atendimento, e os produtos são entregues no carro em poucos minutos. Esse conceito está diretamente ligado à busca por conveniência e agilidade na jornada de compra. Ao eliminar etapas tradicionais da experiência de compra, como estacionamento, circulação na loja e filas de pagamento, o modelo reduz o tempo total da operação para o consumidor.

Além disso, o drive-thru no varejo alimentar pode funcionar como complemento de outras modalidades de compra omnichannel. Em muitos casos, ele aparece associado ao chamado grocery pick-up, sistema em que o cliente realiza o pedido online e retira em um ponto específico da loja. Nos Estados Unidos, esse modelo ganhou força especialmente durante a pandemia, quando consumidores passaram a priorizar formatos de compra com menor contato físico e maior rapidez.

Como funciona o drive-thru no varejo alimentar

Na prática, o funcionamento do drive-thru no varejo alimentar envolve uma integração entre canais digitais, operação logística e infraestrutura física da loja.

O processo geralmente segue algumas etapas:

  1. Pedido online ou seleção rápida de produtos O consumidor faz a compra por aplicativo, site ou sistema digital.
  2. Preparação do pedido pela equipe da loja Funcionários selecionam e separam os itens solicitados.
  3. Chegada do cliente ao ponto de retirada O consumidor dirige até a área específica de drive-thru.
  4. Entrega do pedido no carro Um colaborador entrega as compras diretamente ao cliente.

Para que essa operação funcione de forma eficiente, o pedido precisa estar completamente preparado antes da chegada do consumidor. Caso contrário, a fila pode travar e comprometer a experiência de atendimento. Portanto, a eficiência logística se torna um elemento central no sucesso do drive-thru no varejo alimentar.

Exemplos de iniciativas no varejo

Embora ainda seja um modelo em fase inicial de adoção no setor supermercadista, algumas iniciativas já indicam o potencial do drive-thru no varejo alimentar. Nos Estados Unidos, grandes varejistas começaram a testar o formato em projetos-piloto. A Amazon, por exemplo, implementou o sistema em uma unidade da Amazon Fresh em construção na cidade de Boca Raton, na Flórida. Outra iniciativa relevante vem da rede Hy-Vee, que anunciou planos de expandir o uso de drive-thru em suas lojas. A empresa já utilizava esse modelo nas farmácias presentes dentro dos supermercados e passou a avaliar sua aplicação também para a venda de alimentos.

Entretanto, o movimento não acontece apenas entre supermercados. Durante a pandemia, redes de farmácias ampliaram seus serviços de drive-thru para incluir alimentos, mantendo o fluxo de clientes mesmo quando o acesso às lojas físicas estava restrito.

No Brasil, uma iniciativa pioneira foi o lançamento do supermercado Drive Tem, na cidade de Franca, interior de São Paulo. A proposta da empresa é operar totalmente no modelo drive-thru. Nesse formato, o consumidor dirige até a unidade, realiza as compras e recebe os produtos diretamente no veículo em poucos minutos. O estabelecimento opera diariamente e oferece itens de diversas categorias, incluindo mercearia, limpeza, padaria, açougue, frios e hortifrúti.

Vantagens do drive-thru no varejo alimentar

O avanço do drive-thru no varejo alimentar está diretamente ligado à busca por conveniência, um dos principais fatores que influenciam o comportamento do consumidor moderno.

Entre as principais vantagens desse modelo estão:

Rapidez na jornada de compra

O formato reduz significativamente o tempo necessário para realizar compras, principalmente em casos de reposição rápida de itens ou compras planejadas.

Integração omnichannel

O drive-thru no varejo alimentar funciona como extensão do e-commerce, integrando canais digitais e físicos de forma fluida.

Redução de congestionamento na loja

Ao transferir parte das compras para o canal de retirada rápida, o supermercado pode reduzir o fluxo interno de clientes.

Experiência diferenciada

A oferta de múltiplos formatos de compra aumenta a percepção de conveniência e modernidade da marca. Nesse sentido, o modelo se conecta diretamente com a transformação digital do varejo alimentar, que busca combinar tecnologia, logística e experiência para criar jornadas de compra mais eficientes.

Desafios operacionais do modelo

Apesar das vantagens, implementar um drive-thru no varejo alimentar envolve desafios relevantes. Um dos principais pontos críticos é a preparação dos pedidos. Para evitar filas e atrasos, os produtos precisam estar totalmente separados antes da chegada do cliente.

Caso contrário, um pedido incompleto pode travar toda a fila de atendimento. Outro desafio está relacionado à gestão de espaço. Em alguns modelos de grocery pick-up, por exemplo, o processo de retirada ocupa vagas de estacionamento que poderiam ser utilizadas por clientes que desejam entrar na loja.

Além disso, o tempo de espera pode comprometer a experiência do consumidor. Em operações de retirada de compras nos Estados Unidos, consumidores chegam a esperar mais de sete minutos pelo pedido, tempo superior ao de um atendimento em fast food.

Portanto, eficiência logística e planejamento operacional são fundamentais para garantir a viabilidade do drive-thru no varejo alimentar.

Quando vale investir no drive-thru no varejo alimentar

Nem todas as lojas têm perfil adequado para implementar o modelo.

O drive-thru no varejo alimentar depende principalmente de duas condições estruturais:

  • Disponibilidade de espaço físico
  • Localização em regiões menos densamente povoadas

Lojas com estacionamento amplo e fluxo elevado de veículos tendem a ter maior potencial de sucesso com esse formato. Por outro lado, em áreas urbanas densas, pode ser mais simples para o consumidor estacionar e entrar na loja ou optar pela entrega em domicílio.

Além disso, o investimento no modelo deve considerar o nível de maturidade digital da rede. Supermercados com e-commerce estruturado e integração omnichannel mais avançada conseguem operar o drive-thru com maior eficiência.

Conveniência e inovação moldam o futuro do varejo alimentar

A expansão do drive-thru no varejo alimentar faz parte de um movimento mais amplo de transformação do setor, marcado pela digitalização da jornada de compra e pela busca por experiências mais rápidas e integradas. Eventos internacionais do varejo já destacam formatos de atendimento que combinam pedidos online, retirada rápida, automação e inteligência artificial. Esses modelos apontam para um futuro em que diferentes canais coexistem para oferecer maior conveniência ao consumidor.

Nesse contexto, o drive-thru não substitui a loja física nem o e-commerce. Em vez disso, ele surge como mais um componente dentro de uma estratégia omnichannel, ampliando as opções de compra e reforçando a competitividade das redes. À medida que o varejo alimentar avança na integração entre tecnologia e operação, iniciativas como o drive-thru no varejo alimentar tendem a ganhar espaço como alternativas viáveis para atender consumidores cada vez mais exigentes em relação à rapidez e conveniência.

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